Minha gente!

segunda-feira, 16 março 2009, 11:28 | Categoria : Opinião, Politica
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Olá, “minha gente“! Olha, venho aqui pra dizer que por longos e longos dias pensei em fechar esse blog viu. Não foram poucos os motivos que me levaram a pensar sobre essa possibilidade. Mas, “minha gente“, cá estou eu novamente, tentando manter vivo meu primeiro blog (mas não o único). Vida de universitário e, pior, universitário “paupérrimo” (plim plim $$), é dureza e a gente tem que se virar. Então, “minha gente“, vamos ao que interessa.

Ah, o povo brasileiro, como gosta de sofrer. Sofre com a seleção (será que agora vai?), sofre com a crise (e suas N facetas), sofre com as curitibanas (sim, elas continuam imbatíveis e usam repelente contra homens conquistadores). O povo brasileiro gosta tanto de sofrer que, como se o passado fosse uma mera lembrança cujo os acontecimentos não marcaram em nada, devolvem a escória à própria escória. Quem não lembra dessa célebre frase: “Minha gente!“? Talvez os que não tem recordações disso são aqueles dessa atual geração, que sequer viram a seleção brasileira ganhar a copa de 1994 (após 24 anos sem conquista). Então vou trazer à tona esse assunto.

Todos, ao menos uma vez, seja em livros de História do Brasil, já ouviu falar sobre os “caras-pintadas“. Estávamos nas ruas, realmente com nossos rostos pintados de verde e amarelo, com faixas de protestos e uma determinação incrível de tirar do poder alguém que nos enganou perfeitamente. De quem estamos falando? Nada mais e nada menos que o atual Senador da República, sr. Fernando Collor de Mello, na época então Presidente da República Federativa do Brasil. Mas, atual Senador? Sim, atualmente ele é Senador e nós pagamos seu salário (novamente).

 

 

Estávamos galgando a retirada desse sujeito do poder máximo do Executivo Nacional, pois sua cumplicidade com alguns eventos de cunho imoral e corrupto era inegável. Seu jargão de campanha era exatamente esse: “MINHA GENTE!” e ele nos enganou bonitinho. Aliás, ele foi o Presidente eleito mas jovem do país, pois até então a regra era eleger somente velhos de “guerra”. Lembro perfeitamente a TV mostrando a jovialidade dele, corria todas as manhãs, pedalava, andava de jet-ski. Nenhum outro presidente fora assim. Mas ele, no segundo ano de mandato, mostrou sua cara manchada de corrupção e queria que acreditássemos que ele era vítima e nós, pequenos jovens brasileiros, mostramo a nossa cara, pintada de vergonha por ter colocado esse sujeito no poder, em 1990. Mas onde foi parar essa vergonha? Pelo visto ela não existe mais, pois o sujeito da questão está novamente no poder e em uma das Casas mais importantes do Poder Público, o Senado Nacional.

Eu sinto aquilo que chamamos de vergonha alheia, pois eu não tenho nada a ver com isso. Foi o povo alagoano que o mandou devolta para lá. Se dependesse de mim ele nunca voltaria. Porque eu teria que me sentir culpado e incluso na frase popular que afirma: “todo povo tem os governantes que merecem!“? Deveria ser: “Todo o povo alagoano tem o governante que merece.“! Não me venham criticar que eu estou errado ou sendo discriminador com o povo alagoano porque os fatos falam por só só. Ele esta lá no poder novamente porque Alagoas votou nele e o colocou no Senado. É apenas mais um passo para que ele galgue novamente os palanques rumo ao Palácio do Planalto (novamente), pois o cargo que ele ganhou semana passada foi um presente e tanto: vai gerenciar diretamente as verbas de alguns programas de governo (se não estou enganado, o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – é uma dessas verbas).

É Brasil, eu ainda tento ter alguma esperança, mas desse modo começo a ver ela se esvaindo pelo ralo e dando “Adeus”, dizendo que não volta nunca mais para este país.

Um abraço e tentem ser mais conscientes.

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2 Pitacos sobre “Minha gente!”


  1. Edson Vicente Carli Junior — 17 de março de 2009 @ 14:25

    Vergonhoso mesmo =(

  2. Teusma — 17 de março de 2009 @ 20:53

    Vergonha total!! Não bastasse ele ser o candidato ao Senado mais votado do país agora ele ganha cargos importântíssimos, que envolvem diretamente dinheiro. O que faremos nós? Teremos compaixão e daremos uma chance? Ele mudou? Aprendeu a lição, após 10 anos fora da politica? Duvido, afinal a politica não me engana mais, não acredito em ninguem mais.

    []’s


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